<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7318017544233272064</id><updated>2012-02-16T18:27:14.907-08:00</updated><category term='Resenha de Thiago de Góes'/><category term='Resenha de Marlos Ápyus'/><category term='Trecho de Lítio'/><category term='Resenha de Lenin Campos'/><category term='Resenha de Pablo Capistrano'/><title type='text'>LÍTIO</title><subtitle type='html'>Talvez novas maneiras de postar, talvez o mesmo&lt;br&gt;
de sempre, talvez nada. Enfim, o tempo é quem diz&lt;br&gt;
o que podemos esperar do PLOG.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://livroslitio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livroslitio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Patrício Jr.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7318017544233272064.post-4558829784728003885</id><published>2007-07-18T07:26:00.000-07:00</published><updated>2008-12-13T02:15:57.993-08:00</updated><title type='text'>o pirmeiro romance de patrício jr.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wnVXOOMOczQ/Rp4jqIBMn0I/AAAAAAAAAHg/GWbJ6dIvmtk/s1600-h/l%C3%83%C2%ADtio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088543835589222210" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wnVXOOMOczQ/Rp4jqIBMn0I/AAAAAAAAAHg/GWbJ6dIvmtk/s400/l%C3%ADtio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Atenção: este livro é contra-indicado para pessoas que vivem num estágio confortável de felicidade apática. Sim. Totalmente contra-indicado. Você não vai querer ser perturbado de seu cômodo estado letárgico, vai? Se vai, enfim, é por opção própria. Você tem a escolha de não conhecer os dois protagonistas desse romance amargo. Livre arbítrio. Se escolher pelo sim, vai conhecer um homem ácido, multiviciado, perdido. Um homem que não acredita no dia de amanhã. E vai conhecer também uma mulher-limite, uma mulher que pode ser qualquer uma mas é, acima de tudo, ela própria: paranóica, intensa, irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lítio” fala dessas duas pessoas e de uma tentativa de suicídio. Ele e ela são desconhecidos e acabam unidos na noite fria de uma metrópole qualquer pela iminente tragédia: ele quer se matar, ela não quer deixar. Esta trama serve de pano de fundo para Patrício Jr. despejar toda a sua ironia contra assuntos que ama odiar: igreja, família, capitalismo, cultura de massa, hipocrisia, ser humano. Nada, nada sai incólume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revelando um submundo que pode estar na casa do vizinho, “Lìtio” também trata com secura e sarcasmo de temas como drogas, incesto, complexo de Édipo. Não se assuste caso o protagonista passe três páginas conjeturando se cheira mais cocaína ou fuma mais maconha. Não se assuste se a protagonista planejar em minúcias uma forma de transar com o próprio irmão. Não se assuste se uma mãe desavisada abrir a porta de seu apartamento para o filho que planeja jogá-la pela janela. Não se assuste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acima de tudo, este romance fala de escolhas. As pequenas, as urgentes , as corretas, as que fodem. Em seu primeiro romance, Patrício Jr. equilibra-se entre o engraçado e o trágico, entre o lirismo e a crueza, entre a gargalhada e o pranto: exatamente como os protagonistas, o autor não conhece o meio-termo das coisas. E quer que você também passe a enxergar o mundo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Hn_2F1gvojQ&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Hn_2F1gvojQ&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7318017544233272064-4558829784728003885?l=livroslitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/4558829784728003885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/4558829784728003885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livroslitio.blogspot.com/2007/07/ateno-este-livro-contra-indicado-para.html' title='o pirmeiro romance de patrício jr.'/><author><name>Patrício Jr.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wnVXOOMOczQ/Rp4jqIBMn0I/AAAAAAAAAHg/GWbJ6dIvmtk/s72-c/l%C3%ADtio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7318017544233272064.post-1471076786272852114</id><published>2007-07-18T07:16:00.000-07:00</published><updated>2007-07-18T07:25:29.601-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha de Lenin Campos'/><title type='text'>quero dividir lítio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por &lt;a href="http://soumundano.blogspot.com/"&gt;Lenin Campos&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quero dividir Lítio, de Patrício Júnior, ou minha experiência com ele, com vocês. Vou compartilhar com vocês dores, angústias e vibrantes agonias, lágrimas abortadas, sorrisos ácidos e, sobretudo, o incomodo que aquelas palavras, aquelas simples palavras, me causaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não tenho nome de personagens a apresentar aqui (INCOMODO NUMERO UM). Não pude me apaixonar por nenhum deles porque os personagens de Patrício não tem consistência física que um nome pode dar. Eles são unicamente feitos de seus pensamentos. Muitas vezes de seus pensamentos sobre si mesmos, desfocados pela própria dor que os envolve. E sobre a história, para não estragar a brincadeira, eu só posso adiantar que tudo gira em torno de um suicídio (OUTRO INCOMODO, AFINAL FALAR DE MORTE SEMPRE INCOMODA). Personagens com vidas causticantes decidem sobre viver ou morrer. Sim. Este é o tema “elevador” do fragmentado Lítio: o livre arbítrio. A capacidade de escolher seus próprios caminhos que cada um de nós tem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fragmentado? Lítio é fragmentado? Ah, prestemos atenção, como diria Bourdieu, a narrativa. O ritmo narrativo de Lítio é fragmentado, ou abandonando meu cientificismo, não espere começar a história pelo começo. Abandonando o conselho do Rei de Copas, do País das Maravilhas, de Alice (Caroll), lembra?, Patrício começa seu livro quase pelo fim (TERCEIRO INCOMODO).&lt;br /&gt;Em seguida, podemos falar das próprias palavras de Lítio. Definitivamente, Lítio não foi feito para quem vive em tons pasteis. Na verdade, inclusive, ele deveria ser vendido com uma tarja proibindo o consumo para aqueles que decoram seu quarto com objetos com o rosto da Hello Kitty ou daqueles que gostam de todos os tons alguma-coisa-bebê. As palavras escolhidas para Lítio muitas vezes doem (QUARTO INCOMODO).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Definitivamente sai incomodado de Lítio. Envolvido com aquelas palavras, a droga que ele se refere no título não diminui em nada a dor que as páginas de Patrício me impregnaram. Mas não saí deprimido do livro. Na verdade, serviu de catarse para minha própria dor. Saí mais leve. Por isso, se você puder, leia Lítio. Sugiro que você ouça Frejat enquanto lê. Achei que funcionou muito bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7318017544233272064-1471076786272852114?l=livroslitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/1471076786272852114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/1471076786272852114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livroslitio.blogspot.com/2007/07/quero-dividir-ltio.html' title='quero dividir lítio'/><author><name>Patrício Jr.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7318017544233272064.post-3188527771265153992</id><published>2007-06-22T15:55:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T17:58:17.776-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trecho de Lítio'/><title type='text'>trecho de "lítio"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Uma vez, eu queria ir pro colo da minha mãe. Era só isto que eu queria: trocaria todos os anos da minha existência por uma breve existência de cinco minutos no colo dela. Não era bem no colo, mas sim no braço. Estávamos andando pela rua, voltando de um mercadinho, e o sol queimava-me o couro cabeludo, e eu me sentia cansado, e ainda faltava muito pra chegar em casa, e eu tinha apenas uns cinco anos, seis no máximo. Implorei pelo colo dela: primeiro pedindo normalmente, depois pedindo de maneira chorosa, mais depois quase realmente chorando. E ela negou-se. Sem dores. Apenas negou-se. Cruelmente. A cada imploração minha, uma negação dela. Pergunto-me hoje em dia como alguém pode ser tão frio com uma criança e negar o que ela pede chorando. Uns disfarçam esta frieza, enganam a si mesmos e aos outros dizendo que é pelo bem dos filhos que destacam este iceberg da própria personalidade. Duvido que seja. Não tenho filhos, não posso falar por experiência própria, mas sei o que é ter ante nossos olhos secos um par de olhos chorosos implorando por uma banalidade que, pelo amor de Deus, não custa nada fazer. Se alguém conseguir me provar que custaria algo a minha mãe carregar-me naquele dia uns cinqüenta metros que fosse, só pra me calar a boca – mesmo que em seguida ela alegasse uma dor de coluna e me recolocasse no chão –, ao invés de negar-se terminantemente a realizar meu pedido, eu juro, juro mesmo, se alguém me provar isto eu dou tudo que tenho a este alguém. Porque o estrago que ela me provocou naquele dia com o descaso disfarçado de cuidado foi muito maior que qualquer mimo exagerado conseguiria me causar. Chorei tanto, ali mesmo, no meio da rua, pra todo mundo ver, pra todo mundo achar que eu era uma criança mimada e insuportável, quando na verdade eu era apenas uma criança dilacerada pelo sentimento de rejeição que minha mãe ajudou, dia após dia, com minúcia e crueldade, a se incrustar nas paredes do meu peito. Nunca vou esquecer do estado que eu cheguei em casa naquela manhã: a cabeça doía como se mil bigornas houvessem despencado sobre ela, e o peito era um solo de Sertão de tão rachado, e o sol me ferveu o couro cabeludo e deixou meus fios em chamas, e minhas mãos tremiam por eu ter perdido as esperanças de ser amado, e meus olhos desidratavam meu corpo por vazarem mais que cisternas mal-acabadas, e… como ainda me dói, Deus!… e minha mãe não se abalou, porque esta sempre foi uma qualidade única dela: não se abalar. Mandou-me apenas calar a boca, sem gritos, sem estardalhaços, apenas mandou-me calar a boca, só isso, com aquele jeito dela: seca, rígida, impassível. Engoli o choro, então. E minha alma se despedaçou. Se eu soubesse que ela me entenderia hoje, contaria tudo dessa forma: com emoção, com detalhes, com lágrimas; faria ela entender que tanta crueldade vestida de amor materno não me levou a lugar nenhum. Mas ela não mudou, ela continua a mesma, ainda me nega as coisas mesmo depois de tantos nãos ininterruptos. Estas negações todas me deixaram tão frágil, tão exaurido, tão borderline, que assistir mais uma vez ao não-se-abalar da minha mãe para com as necessidades que coloco como prioritárias seria, sem exageros, um tiro em minha testa."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7318017544233272064-3188527771265153992?l=livroslitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/3188527771265153992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/3188527771265153992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livroslitio.blogspot.com/2007/06/trecho-de-ltio.html' title='trecho de &quot;lítio&quot;'/><author><name>Patrício Jr.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7318017544233272064.post-2875740351206193061</id><published>2007-06-22T13:32:00.002-07:00</published><updated>2007-06-22T14:25:08.460-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha de Thiago de Góes'/><title type='text'>foco em lítio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://contosbregas.zip.net/index.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Thiago de Góes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vamos manter o foco neste elemento: Lítio, alcalino do Grupo 1 da Tabela Periódica. Tradicionalmente usado na produção de ligas metálicas condutoras de calor e nas baterias elétricas, ele passou a ser indicadono tratamento do transtorno bipolar de humor, outrora chamado de psicose maníaco-depressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só isso. O elemento também batiza o romance de estréia de Patrício Jr, incluído no selo literário Jovens Escribas, patrocinado pelo Programa BNB de Cultura. A obra narra o encontro de duas almas sofridas, cujas histórias de vida as levaram ao que vulgarmente chama-se de "fundo do poço".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, um publicitário viciado em cocaína. Ela, mulher frustrada e desiludida com os homens. A primeira ironia da história é que a moça trabalha num destes serviços telefônicos que aconselham e reconfortam pessoas que estão prestes a cometer o ato que já foi definido por Albert Camus como "o único problema filosófico verdadeiramente sério": o suicídio! Uma destas ligações põe em contato essas duas almas. Inicialmente, o leitor toma conhecimento das confissões dele pra ela e, depois de alguma resistência, das confissões dela pra ele.Estes diálogos íntimos via Embratel são intercalados pelas revelações do narrador onisciente, criando um efeito que se assemelha ao que o próprio sugere chamar, numa das passagens, de fragmentalismo.Este efeito é recheado de flash-backs no tempo e no espaço, trazendo para a literatura a estética anárquica dos videoclipes. O estilo da narração é exacerbado, prolixo, melodramático, impulsivo e digressivo. Isso tudo sem comprometer a inteligência e a profundidade da análise psicológica dos personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas passagens, porém, o narrador empolga-se um pouco mais, assume a primeira pessoa e rende-se à moderna tentação de fazer comentários sobre a própria obra. Esta escolha, a meu ver, configurou-se como ruído, uma vez que confundiu as vozes do narrador e do protagonista, que possuem o mesmíssimo estilo. Mas, afinal, qual a garantia que temos de que fizemos as escolhas certas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem envolvente e jovem (que revela que o livro não é tão "dark" e "deprê" quanto aparenta), a abordagem refinada e autêntica e sem falsos moralismos de temas comuns à juventude de nossos dias (solidão, virgindade, drogas, suicídio, conflitos familiares etc), a qualidade, enfim, da obra, tudo isso dispensaria esta metalinguagem, digamos, intrusa. Mas eu não serei também intruso e não revelarei o que rolou do encontro destes dois exemplos de como as pequenas escolhas podem influir fortemente em nossas vidas. Eles se conheceram pessoalmente? Eles tiveram um caso? O rapaz suicidou-se?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia falar disto e muito mais. Poderia falar, por exemplo, de guaxinins, embuás e rinocerontes (quem ler a obra inteira entenderá esta digressão zoológica). Mas vamos manter o foco neste elemento: Lítio, excelente romance de estréia de Patrício Jr., incluído no selo literário Jovens Escribas, e que narra o encontro de duas almas sofridas, cujas histórias de vida as levaram ao que vulgarmente chama-se de "fundo do poço". Mas não é só isso. Lítio também designa um metal alcalino do Grupo 1 da Tabela Periódica, usado em ligas metálicas, baterias elétricas e, eventualmente, em publicitários viciados em cocaína.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7318017544233272064-2875740351206193061?l=livroslitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/2875740351206193061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/2875740351206193061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livroslitio.blogspot.com/2007/06/foco-em-ltio.html' title='foco em lítio'/><author><name>Patrício Jr.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7318017544233272064.post-6481197027312515186</id><published>2007-06-22T13:22:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T14:17:10.762-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha de Pablo Capistrano'/><title type='text'>o jogo de lítio</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;em&gt;por &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.pablocapistrano.com.br/"&gt;&lt;em&gt;Pablo Capistrano&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a gente começa a ler o romance Lítio, do Patrício Júnior, lançado em Dezembro, pelo selo Jovens Escribas, somos capturados de imediato numa arapuca. O que parece ser uma catarse verbal é na verdade uma narrativa bem elaborada, escondida sobre o pano de fundo de uma conversa entre um sujeito a beira da morte e uma garota que tenta salvá-lo. Acho que todo bom romance apresenta de modo subliminar, como arcabouço, uma discussão sobre o tempo e sobre o papel do narrador. Existem modos clássicos de se enfrentar essas questões. Tempo linear, narradores oniscientes, personagens bem delimitados por vozes diversas. Patrício, no entanto, se encaixa naquela tradição de prosadores que desconfia da linearidade do tempo, que brinca com a onisciência de seu narrador e com o perfil de seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=""&gt;Sua narrativa aparece como um jogo de digressão temporal. Distende-se o tempo de uma conversa por telefone e o leitor é jogado de modo abrupto no universo interior de seus personagens, viaja por suas ansiedades, por suas aflições que, a despeito de serem extremamente pessoais, soam como as aflições e ansiedades de toda uma geração de filhos dessa virada de século. Nessa busca do tempo perdido, nesse mergulho por memórias, idéias e desejos, o discurso dos personagens acaba por tomar conta da disputa pela hegemonia do texto e o narrador, que tem sua onisciência roubada pela intensidade da fala dos personagens que inventa, acaba sendo arrastado junto, num fluxo que desmonta até mesmo a ordem numérica dos capítulos. Como se a voz dessa nossa geração de filhos perdidos de adão pudesse ser bem maior do que as artimanhas de qualquer narrador que tentasse quantificá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=""&gt;Surgido do mesmo solo básico de influências que constrói essa nova safra de prosadores brasileiros e estrangeiros (gente como Amanda Stern, André Takeda, Martin Page) o texto do Patrício Júnior presta sua referência ao cinema, que ajudou nossa geração a pensar formas rápidas e pouco ortodoxas de narrativa e a música contemporânea (com traços do rock do Radiohead e Nirvana), que compõe a trilha sonora de boa parte das comédias e tragédias de quem nasceu no pós-68. O tripé cinema-rock-quadrinhos parece ser um bom indicador do ponto de partida de diversos escritores que, a despeito da distância cultural, aprenderam a escoar um mesmo tipo de náusea diante de um estado de coisas avassalador, de uma imensa máquina de moer carne humana, escondida por trás de uma vida de consumo, sexo vazio, drogas sintéticas, futilidades mídiaticas, dinheiro, trabalho, trabalho, trabalho e banalidades eletrônicas. É possível que você fique um pouco tonto com a velocidade do verbo do Patrício, ou mesmo um pouco escandalizado com a temática soturna e falta de esperança que às vezes salta na nossa cara e soca o nosso estômago. Mas o fato é que o texto de Lítio não é um texto facilmente domesticável, e por ser um texto que não se doméstica fácil é sempre um convite e um desafio. Um convite à boa literatura (aquela que não se contenta em auto-ajudar o leitor a escapar de seus próprios demônios) e um desafio de dar uma passeada pelo wild side psíquico de uma geração que aprendeu a desconfiar da própria esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=""&gt;O melhor mesmo é saber que pelas praias potiguares jovens escribas estão mostrando sua cara. O texto de crônicas do Carlos Fialho (outra figura ativa do grupo e que já nos presenteou com Verão Veraneio, que tem a chancela do mestre Nei Leandro de Castro) chamado “É Tudo Mentira”, já está para ser lançado no dia 09 de Fevereiro e parece que mais títulos vão entrar na lista de publicação (Contos Bregas de Thiago Góes e Escolha o Título de Daniel Michoni). Ponto para a literatura que se produz nas margens do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7318017544233272064-6481197027312515186?l=livroslitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/6481197027312515186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/6481197027312515186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livroslitio.blogspot.com/2007/06/o-jogo-de-ltio.html' title='o jogo de lítio'/><author><name>Patrício Jr.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7318017544233272064.post-7218585215016068956</id><published>2007-06-22T13:18:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T13:29:02.676-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha de Marlos Ápyus'/><title type='text'>as expectativas de lítio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.apyus.com/"&gt;&lt;em&gt;Marlos Ápyus&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão sobre qualquer trabalho, entre outros pontos, muitas vezes é fruto inverso da expectativa para com ele criada. É mais fácil a decepção vir àqueles os quais se espera muito do que àqueles que pouco despertam interesse. E um dos maiores (dos poucos) erros de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.plog.theblog.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Patrício Júnior&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; ao estrear enquanto escriba em Lítio (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jovensescribas.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Jovens Escribas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; - 2005) surgiu ao não saber lidar com a expectativa. Na ânsia por chamar a atenção para seu trabalho - evitando assim um possível fiasco em seu lançamento - exagerou nos auto-adjetivos fazendo com que seus leitores, ao folhear suas páginas, esperassem algo que nem sempre se sente quando não se é íntimo da obra como o é seu próprio autor. Uma sentença que possivelmente tenha feito o escritor chorar não impede o riso no olhar menos avisado. E é aqui que mora o perigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Cru, polêmico e indigesto… Assim se definia Lítio em sua campanha de divulgação. De fato há algo cru em suas palavras pedindo uma chama que não mais virá; de fato há uma certa polêmica nas opiniões emitidas; e de fato a indigestão pode até vir para quem ainda não se acostumou com os choques diários de realidade publicadas na esquina mais próxima. Mas se a propaganda soa enganosa (ou equivocada), esconde ela uma qualidade bem mais interessante que a tríade tão repetida quando de seu lançamento (e que toma a frente do romance): a reflexão. Lítio, reflexivo como poucos, a todo momento convida o leitor a conversar a respeito dos mais variados temas como amor, ódio, tristeza, alegria, drogas, caretice, família, rock, pop, mídia e alguns etecéteras. Isso se dá de tal forma que o enredo apenas trabalha como plano de fundo para este diálogo entre consumidor e consumido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A história possui três personagens básicos: o suicida, que horas antes de se matar resolve desabafar em uma ligação a um centro de valorização à vida, a atendente deste centro, e o próprio Patrício Júnior, que em vários momentos aparece em primeira pessoa relatando como estão seus sentimentos ao escrever tais palavras, numa espécie de reality book. Há que se elogiar a inventividade do autor ao tentar fugir do lugar comum e dos tiros certeiros, evitando assim que se torne previsível qualquer virar de página. E, pode se perceber, a cada capítulo é trabalhada alguma boa sacada de forma a fazer desta uma obra especial. As referências pop são quase todas pra lá de interessantes, bem escolhidas e convenientes. Contudo, como era de se esperar em um romance de estréia, uma ou outra (sacada ou referência) soa exagerada, nascendo assim belas "viagens na maionese". Porém, nada que desmereça o produto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que torna Lítio ainda melhor é o fato de ter nascido dentro de um belo "movimento" literário, encabeçado pelo próprio Patrício Júnior, ao lado dos publicitários Carlos Fialho e Daniel Minchonni, e que já conta com a participação de pelo menos outras 50 cabeças Brasil a fora: os &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jovensescribas.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Jovens Escribas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;. O objetivo dos JEs é renovar o comunicar, estimulando a feitura e publicação de escritos da parte das mentes vinte-e-poucos-anos destes anos dois mil, mostrando que a geração internet não só também acredita, como têm cacife para pôr suas palavras no papel. Para 2006, o projeto pretende lançar pelo menos mais cinco trabalhos em solo potiguar. A este tipo de iniciativa só cabem elogios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7318017544233272064-7218585215016068956?l=livroslitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/7218585215016068956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7318017544233272064/posts/default/7218585215016068956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livroslitio.blogspot.com/2007/06/as-expectativas-de-ltio.html' title='as expectativas de lítio'/><author><name>Patrício Jr.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
